Os
prefeitos de cinco cidades se uniram a fim de discutir as dificuldades
financeiras e propor medidas de contenção de gastos. Audiências públicas serão
realizadas nestes municípios nos próximos dias visando conscientizar e alertar
vereadores e população sobre os problemas enfrentados pela constante queda no
repasse de recursos federal e estadual. Como solução paliativa e imediata
serviços públicos serão restringidos CATUJI
– Cinco municípios dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, Catuji, Itaipé, Padre
Paraíso, Caraí e Novo Cruzeiro se uniram a fim de cortar gastos em seus
municípios. Segundo os prefeitos as receitas não estão sendo suficientes para
custear as despesas. Vivendo os mesmos problemas financeiros, os prefeitos
destas cidades vão realizar audiências públicas itinerantes nas respectivas
Câmaras Municipais a fim de conscientizar os vereadores e a população a se
juntarem e ajudar as Prefeituras nestas medidas. Como medida de contenção de
gastos e equilíbrio financeiro o melhor caminho será o corte de determinados
serviços públicos. “Por alguns meses, até que o déficit financeiro seja
sanado”, explica o prefeito de Catuji, Fúvio (PR).
FPM defasado
Ainda
de acordo com o prefeito de Catuji, Fúvio, a principal receita que abastece os
cofres destes municípios são os repasses do Fundo de Participação dos
Municípios (FPM), porém, ainda de acordo o chefe do executivo catujiense, os
valores estão defasados. “O governo federal precisa rever o pacto federativo. O
montante financeiro repassado pela União aos municípios é insuficiente para
custear as necessidades dos seus habitantes. Por isso, pretendemos fazer este
movimento, a fim de sensibilizar o governo federal em relação a nossa situação,
caso contrário poderemos decretar falência”. O município de Catuji vive uma
crise à parte, semelhante a presenciada pelas outras quatro cidades. “Há dois
meses os prestadores de serviços do transporte escolar estão sem receber devido
a não transferência do valor do convênio firmando entre os municípios e o
Estado, assim como, da queda do Fundeb repassada pelo Governo Federal”, explica
Fúvio. Mas, não é só o setor educacional que sente a falta de dinheiro nos
cofres municipais destas cidades. Na Saúde há dificuldades em pagar os médicos
especialistas, bem como os exames que são realizados fora do município. “Por
isso que estamos nos juntando, Catuji, Itaipé, Caraí, Padre Paraíso e Novo
Cruzeiro. Não queremos que a população seja prejudicada em serviços essenciais
de Saúde e Educação. Cada município montou uma equipe para avaliar qual serviço
poderia ser restringido sem impactar na qualidade de vida do munícipe”, destaca
Fúvio.
Audiências públicas
As
reuniões com as populações locais estão agendas para o final de semana. Nelas a
comitiva de prefeitos, vereadores, sindicatos e entidades de classe discutirão
os problemas de falta de recursos junto com os moradores de cada cidade.
“Depois de o assunto ser levado a público e discutido com os habitantes,
passaremos para a fase de execução. A partir do dia 01 de abril começaremos a
restringir alguns serviços”, explica o prefeito de Catuji. No caso específico
desta cidade serão atingidas áreas de atendimento aos produtores rurais no que
tange ao patrolamento de estradas, e o transporte de insumos via caminhões
caçamba e carroceria, assim como os serviços de retro-escavadeira. Estas ações
restritivas atingirão a Secretaria Municipal de Transporte e a de Agricultura,
porém, outros serviços também vão impactar no dia a dia de outras secretarias.
Para saber quais serviços serão restringidos em cada cidade, os moradores devem
comparecer às audiências. Lá o passo a passo das medidas de contenção a serem
tomadas serão detalhadas ao público e veículos de comunicação presentes.
Conclusão
“Vale
frisar que esta iniciativa tem como principal objetivo sensibilizar os governos
do estado e federal para a situação financeira das Prefeituras do interior de
Minas e do Brasil. Esperamos que com atitudes como esta, eles possam ver que
estamos buscando meios de solucionar nossos problemas financeiros sem afetar a
vida da população, e que, porém, sem o auxílio deles (governos), dificilmente
conseguiremos atender qualitativamente nossos munícipes”, defende Fúvio, que
finaliza, “os poderes constituídos e eleitos em Belo Horizonte e Brasília tem
de saber que a vida acontece é nos municípios”.
Fonte:
Diário de Teófilo Otoni






