Ação do Governo de Minas investiga desmatamento irregular de áreas do
bioma Mata Atlântica na região de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A operação
resultou em doze pessoas presas, 52 notificadas, e apreensão de cinco
motocicletas, carvão e lenha proveniente de mata nativa.
Doze
pessoas presas, 52 notificadas e centenas de hectares de áreas desmatadas
localizadas são o resultado dos três primeiros dias da operação de fiscalização
ambiental Macaco Muriqui. A ação do Governo de Minas investiga supressão
irregular de áreas do bioma Mata Atlântica na região de Teófilo Otoni, no Vale
do Mucuri.
Também
foram apreendidas cinco motocicletas, carvão e lenha proveniente de mata
nativa. A operação teve início no dia 22 de abril e reúne cerca de 60 pessoas
do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) e das
polícias Civil e Militar. O trabalho tem o apoio do Ministério Público
Estadual.
Segundo
o coordenador da operação, o diretor de Fiscalização dos Recursos Florestais e
Biodiversidade da Secretaria de Estado de Meio Ambiente Desenvolvimento
Sustentável (Semad), Bruno Zuffo, a maior parte das áreas desmatadas foi
descoberta durante as buscas. “O ponto de partida da operação foram pontos
indicados pelo monitoramento por satélite, mas durante a operação foram
descobertos outros locais”, explica.
“O
trabalho continuará, pelo menos, até a próxima semana quando serão fiscalizadas
outras áreas e existe a expectativa da descoberta de novos desmatamentos
ilegais”, explica Zuffo. “Os responsáveis pelas áreas fiscalizadas estão sendo
notificados e serão autuados”, completa. O valor total das multas será
conhecido no final da operação.
Nos
seus primeiros dias, a ação esteve concentrada nos municípios de Teófilo Otoni,
Novo Cruzeiro, Itaipé e Ladainha. A previsão é de que sejam percorridos os
municípios que estão inseridos na Área de Proteção Ambiental Alto Mucuri que
também incluem as cidades de Caraí, Catuji, Malacacheta e Poté.
O
trabalho realizado pelas equipes que participam da operação Macaco Muriqui
busca pontos indicados pela vigilância realizada pelo Sisema e pela organização
não governamental SOS Mata Atlântica que, anualmente divulga dados sobre o
desmatamento no bioma.
Agência Minas



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